Goiás – Infestação pelo Aedes cai, mas situação é de alerta

92 cidades em alerta e 5 em risco de epidemias

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Goiás apresenta redução no segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) de 2019.  De abril a junho, a média de infestação foi de 1,04%. No primeiro ciclo do ano, a infestação estava em 1,78%. Os números deste ano mostram uma redução de 41% na infestação predial média. No entanto, a situação ainda é de alerta.

No segundo ciclo, todos os 246 municípios goianos realizaram o levantamento, sendo que o resultado em 149 foi satisfatório, ou seja, com índice menor de 1%. Há 92 cidades em alerta e 5 municípios estão em risco para epidemias, com o índice de infestação acima de 4%.

Os principais criadouros do Aedes aegypti em Goiás continuam sendo o lixo, com 36%, seguido dos reservatórios de água ao nível do solo (tambores, tinas, caixas d’água no solo) e pequenos depósitos móveis (bebedouros de animais, aparadores e vasos de plantas), com 23% e 19%, respectivamente.

Coordenador de Vigilância e Controle Ambiental de Vetores da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO), Marcello Rosa adverte que, apesar da redução esperada para esse período, os dados apontam que os principais criadouros continuam os mesmos.

“Pelos dados, observamos que uma parcela da população mantém o mesmo comportamento equivocado. Descarta o lixo inadequadamente, no quintal, em terrenos e praças, e faz o acúmulo desnecessário e/ou inadequado de água, favorecendo a proliferação do vetor Aedes aegypti. O reflexo disso é o estado de alerta segundo os parâmetros do Ministério da Saúde”, diz o coordenador.

Período seco

Marcello Rosa salienta que os gestores municipais deverão intensificar os trabalhos de combate e mobilização da população na prevenção dos criadouros do transmissor de doenças como a dengue, zika e chikungunya, ainda neste período seco que se inicia.

“As visitas dos agentes dos municípios e os cuidados da população devem continuar, para que tenhamos um ciclo de 2019/2020 com menor risco para epidemias de doenças transmitidas pelo Aedes”, garante o coordenador, chamando a atenção para uma particularidade neste período seco característico de Goiás.

“Pela falta de água em alguns momentos desta época, as pessoas acabam tendo que estocar água em casa e fazem isso de forma errada. Caso isso seja necessário, é importante que o morador faça a vedação completa do seu reservatório. Essa conduta é decisiva para evitar a infestação no período seco e os casos de dengue”, destaca.

Check-list contra o Aedes

A SES-GO orienta a população sobre os cuidados com os principais criadouros do Aedes aegypti, com informações complementares para quem vai sair de viagem nas férias.

Confira:
– Uma vez por semana, lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas. Observação: não resolve apenas trocar a água do recipiente

– Vedar completamente os reservatórios de água (caixas d’água, tambores). Usar uma tampa que cubra totalmente o reservatório

– Descartar o lixo em local adequado; não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios;

– Antes de as chuvas começarem, limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno;

– Para quem vai viajar, atenção: fazer uma inspeção geral na residência, verificando tudo que possa acumular água. Tampe os depósitos fixos, como vasos sanitários e ralos de banheiros.

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